sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O porque disso aqui


Já faz tempo que eu me cobrava fazer um blog.
Faço Comunicação Social e quase não entro no MSN, abro meu Orkut dia sim e dia não, tenho um twitter abandonado e enquanto muito colega meu mantém site ou blog, eu mantenho distância das redes sociais. Então eu me pergunto se estou no curso certo. Mas isso é assunto pra outro texto, não posso fugir da pauta.
Foi mais uma tentativa de enquadramento no que é vigente, a construção desse blog. Mesmo eu sabendo que vai ser em vão. Tentei a vida toda ser como minhas amigas, minhas primas, minhas tias e nada consegui. E isso não é papo de adolescente que se diz “diferente de todos” ou “estranhuu” (grafado assim mesmo).

Feliz ou infelizmente isso é uma coisa minha, que dificilmente vai sair de mim. Em qualquer grupo eu sou sempre out, falo umas coisas que coincidem com o interesse e a opinião das outras pessoas mas o resto do tempo eu gasto contemplando algum traço da paisagem ao meu redor ou pensando nos meus problemas, inclusive o de nunca está dentro e sim à margem de tudo. Quase uma autista. Só quando o papo vai pro lado da criticidade moral e física da vida alheia que viro por alguns instantes uma efetiva participante das conversas. Acho que é esse o motivo de eu falar tanto quando estou numa conversa a dois.

Achei que era impressão minha, cisma de Ensino Médio, mas na faculdade isso se tornou mais gritante e esse problema, esse traço de personalidade, pulula aos meus olhos tentando provar que a beirada social é o meu lugar. Não sei se meu jeito de criticar acidamente assusta, se o fato de eu ser comprometida e não falar de varões a todo tempo ou de não freqüentar as festas freqüentadas por todos ou de não andar nas redes sociais para trocar recados diários ou pelo fato de não gostar de moda, não ver graça em blogs que outros vêem, de não gostar de bater perna em shoppings ou ou ou mais mil razões que eu procuro arranjar pra justificar o por que de mais uma vez eu estar out. Não adianta, é uma coisa minha, é culpa minha.

Fiz o blog por que precisava botar muita coisa pra fora e odeio escrever a mão. E já estava insuportável agüentar tanta coisa calada. Quem escreve é assim ,quando tem um problema e não transcreve, ele vai crescendo, crescendo, crescendo silenciosamente. Quando você vê já é maior que você e grita aos seus ouvidos “Me tire daqui”. Esse meu traço de personalidade de locação na beirada social também gritou para mim, e eu submissa que sou, obedeci.

PS.: O blog tem o título correto, é um diário virtual e que ninguém leia mesmo. Era pra ser feito em um caderno inacessível, mas já disse que odeio fazer manuscrito. Fiquei p* por que criei ele na Facom e duas pessoas viram, mas acho que não lembrarão da existência dele diante de minha relevância social. Graças a Deus!

Nenhum comentário:

Postar um comentário